sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Israel e a Palestina, a Guerra do “Fim do Mundo”

A Terra é de todos os seres. A humanidade usurpa o título de propriedade, numa verdadeira grilagem planetária. Pior, divide e subdivide os mapas alucinadamente. Clãs, tribos, nações: inventam cercas pelas quais fazem guerras que duram milênios, gastando mais com armas do que com alimentos.
Os movimentos migratórios em busca de meios de sobrevivência e de poder refazem as fronteiras com sangue. Nenhum povo nasceu na terra onde está. Não existem nativos, a não ser do mundo. As nações indígenas das Américas provavelmente vieram da Ásia e da Polinésia. Depois, chegou mais uma leva de colonizadores, os europeus, os africanos (forçados) e, mais asiáticos. No chamado Velho Mundo, o mesmo: arianos, fenícios, vikings e milhares de outros se movendo como ondas e destruindo “civilizações”, criando outras, mesclando. A África, o berço da humanidade, ainda passa por esse processo.
Palestinos e israelitas também invadiram a terra onde vivem, pela qual brigam até hoje. A Bíblia conta como “Deus deu” aquela região aos descendentes de Abraão (no caso ambos: ismaelitas e israelitas). Num. 21; 34,35; 31; 17,18; Deut. 3,6; Josué, 6,21-27 Esses textos dão um exemplo de como foi e, infelizmente, continua sendo. Tudo azeda ainda mais, com o elemento religioso. A terra é “santa” e, agora, em um morrinho duas fés querem espaço para o “seu” templo.
Nos EUA, cristãos fundamentalistas geram uma vaca vermelha para os judeus ortodoxos sacrificarem no monte do templo, como manda a Bíblia (Números 19; 2), depois que derrubarem a Mesquita do Domo, para a reconstrução do templo judaico. Aí, o messias judeu – correspondente ao anticristo cristão - virá, acreditam e acontecerá o amargedom, a última batalha. Crêem que com a vaca vermelha apressam a catástrofe! Eles querem a guerra!
Só não vêem que a guerra sem fim, desde a tomada de Canaã, ou antes, as guerras bíblicas, a diáspora, o holocausto, a intifada e hoje, é pior que qualquer amargedom. A vida, nesse contexto, não tem nenhum valor!
Por que não vivem todos juntos, em um mesmo país, secular, sem nacionalismos idiotas, e partilhando tudo?
Os estados – todos – deveriam ser desmistificados, reduzidos a estruturas administrativas e de serviços, perdendo as conotações nacionais. Isso traria paz e prosperidade para todos e o fim dessas monstruosidades arcaicas que são os exércitos.
Esse desenvolvimento na evolução da sociedade é inevitável; tomara não tarde muito.
A desproporção é da essência de todo conflito armado. A morte de qualquer um é indesculpável! Mas a pior desproporção é a das idéias e visões de mundo por detrás das guerras.
Oro a Deus rogando que desconvença os que se acham especiais como povos ou religiões. Que lhes diga que a paz é a única especialidade a ser buscada e amada!
Onaldo Alves Pereira