sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Grupismo

Prega-se o grupo como obrigação social. Não pertencer a um grupo, igreja, partido, clube, galera etc. significa alienação. Essa ditadura do grupo, primeiro falsifica esses ajuntamentos, tirando deles o cimento da genuína convicção. Depois, banaliza o indivíduo ao desconfiar de suas escolhas não grupais. Isso vai ao ponto de alguém tornar-se suspeito de algo ruim só por não ser de algum grupo. Ele não se mistura! Ela é esquisita, sempre só, dizem, como prova sinistra de algum desvio.
O grupo, quando voluntário, convencido e aberto para entradas e saídas, sem maiores traumas, é bom e alavanca o bem da sociedade.
O indivíduo que não se filia também é normal e bom, sendo a seu modo, um elemento de equilíbrio e manutenção do direito à individualidade, sem coação ou proselitismo.
Claro que, o proselitismo, quando dialogante e, sobretudo, inteligente e bem informado, também é bom.
O ideal é que a decisão de estar ou não dentro de um grupo seja absolutamente livre e, nunca, definidora da qualidade da pessoa.
Onaldo Alves Pereira