quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Creio nos crentes, não nos credos

Creio nos crentes, não nos credos. Os credos desencantam, os crentes são encantados. Os crentes inventam credos, os credos não criam crentes.Os credos caducam, são esquecidos e desaparecem, os crentes são eternos. Credos são muros, separam e estimulam violência. Os crentes pulam os muros, derrubam-nos, misturam-se e acabam devolvidos a si mesmos e à / na biocomunidade.Os crentes crêem na vida. Os credos são bijuterias que enfeitam momentos da vida. Alguns acham que esses momentos são a vida e confundem o enfeite com o corpo, por isso brigam e matam. Sempre, porém, acordam desse pesadelo e entendem que os credos só podem ser brinquedos, nunca armas de guerra.Os crentes sobrevivem aos credos e compreendem que são mais que eles. Os crentes são a vida!
Onaldo Alves Pereira