quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O único milagre que peço

Pudesse eu pedir um milagre,
Queria compaixão sobre compaixão,
Sobrando em cada alma.
Seria este milagre, a mãe dos milagres,
Pois, o que há que a compaixão não cure,
Não conserte, resolva e embeleze?
O mundo seria ainda mundo,
Mas o que agora, apenas faz sofrer,
Com compaixão, uniria e acudiria;
Em tão belos encontros,
Que aqui seria o céu,
Mesmo, ainda, com alguma dor.
Sem reparos, nem defeitos,
A compaixão geraria todos os bens
E, Deus sorriria generosamente
Em cada encontro
Dos seres que vivem
O milagre da compaixão.
Onaldo Alves Pereira