domingo, 12 de maio de 2013

Muita paz!
Aproveito o escuridéu da madrugada para olhar para dentro de mim mesmo, onde sempre lumia Deus.
O maior de meus quereres, talvez o único que valha algo, está sempre  a ser parido, desda que primeiro orei na vida.
Sofro as dores do parto e me regozijo com a novidade que se aprochega, mas demora.
Ontem, bem na boquinha banguela da noite, tive uma experiência numinosa. Saíramos a ver o desmanchar do sol em cores  alumbradas e moleques, os bichos donos da casa e eu, a minoria humana da turma, quando demos com uma jiboia visivelmente caduquinha. Ela atravessou o nosso espanto, gatos pelos eriçados, cachorros rosnando e eu sei lá o que, passando por de cima de um dos meus pés, numa boa, lenta como o mundo. Deus, desenhado com bordas abertas, ali naquela cena, sorriu molequinho doido.
Na berma daquele trieiro fiquei até agora, em espírito alevantado...
Tenhamos uma semana de ser bondade para o mundo!
Abraços,
Onaldo Pereira